A vacina contra Chikungunya começou a ser aplicada, nesta segunda-feira (2), em Mirassol, município do estado de São Paulo. É a primeira cidade do país a imunizar a população contra a doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Mirassol foi escolhida para participar do projeto-piloto do Ministério da Saúde devido ao aumento expressivo de casos da doença na região, de acordo com o governo de São Paulo.

Vão ser vacinadas gratuitamente 37,5 mil pessoas, de 18 a 59 anos, nos postos de saúde de Mirassol.

O imunizante foi produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.

A estratégia inicial ainda vai envolver outros nove municípios: Sabará, Sete Lagoas, Santa Luzia e Congonhas, em Minas Gerais; Simão Dias, Lagarto e Barra dos Coqueiros em Sergipe; Maranguape e Maracanaú, no Ceará.

De acordo com o Butantan, é essencial que a vacina seja avaliada em regiões onde o vírus circula.

O imunizante não é indicado para pessoas com deficiências no sistema imunológico, que tenham mais de uma condição médica crônica e mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

A vacina do Instituto Butantan foi aprovada pela Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em abril de 2025, e se tornou a primeira contra a doença a ser disponibilizada. O imunizante também foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.

Os testes mostraram que quase 99% dos quatro mil voluntários que participaram do estudo produziram anticorpos neutralizantes.

Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, durante o ano de 2025 a Chikungunya atingiu 129 mil pessoas e causou 120 mortes em todo o Brasil.

*Com supervisão de Bianca Paiva

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