Acre e Amazonas tiveram aumento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, principalmente pelo vírus da influenza A. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22) no Boletim InfoGripe da Fiocruz.
O crescimento acelerado desse quadro respiratório tem feito subir as hospitalizações de crianças, jovens, adultos e idosos nos dois estados, que continuam com a incidência em nível de risco e com sinal de subida na tendência de longo prazo.
A Fiocruz recomenda que a população do Amazonas e do Acre use máscaras em postos de saúde e em locais fechados com maior aglomeração de pessoas.
No caso de crianças, idosos, indígenas e de quem já tem outras doenças, a orientação é tomar a vacina o quanto antes. A aplicação já começou na região Norte do país.
Olhando o cenário nacional, há sinalização de queda de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave nas tendências de longo e de curto prazos.
Os registros positivos de síndrome nas últimas quatro semanas mostram ocorrência no país de 33,2% de rinovírus, 20,5% de influenza A e 19,3% de covid-19. O vírus sincicial respiratório respondeu por 8,5% e influenza B, 2,6%. Entre as mortes, a prevalência foi de 32,5% de covid-19, 29,4% de influenza A, 19% de rinovírus, 4,8% e vírus sincicial respiratório e 3,2% de influenza B.
A mortalidade se concentra principalmente nos idosos, enquanto a maior incidência está entre as crianças pequenas, que foram mais acometidas por rinovírus e metapneumovírus.
Nas 27 capitais do país, apenas Manaus, Cuiabá e São Luís apresentam nível em alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave, com sinal de aumento na tendência de longo prazo.
E o número de casos notificados este ano no país chegou a 1.775. Um pouco mais de 20% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, quase 35% negativos, e o mesmo percentual aguarda resultado.
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